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Viagem

Estações de esqui que o público de alto padrão brasileiro frequenta

Equipe Larino·07/09/2026· 6 min de leitura
Esquiador em pista de montanha nos Andes ao nascer do sol, com hotel de resort ao fundo

O público de alto padrão brasileiro esquia principalmente em quatro destinos na América do Sul: Valle Nevado e Portillo, no Chile, e Cerro Catedral (Bariloche) e Las Leñas, na Argentina. A temporada sul vai de meados de junho até o começo de outubro, o que faz da viagem uma opção de inverno sem sair muito do fuso e sem voo longo. Quem busca estrutura de resort de montanha mais consolidada viaja para o hemisfério norte entre dezembro e abril, com Aspen (Estados Unidos), Courchevel (França) e St. Moritz (Suíça) como nomes recorrentes. A escolha depende de época do ano, nível de quem vai esquiar e do tipo de hospedagem que se quer.

Por que o esqui entrou no roteiro de quem tem imóvel de alto padrão

Esqui é uma viagem de inverno que combina esporte, hotelaria de montanha e um público parecido em qualquer estação do mundo. Para o comprador e investidor de imóvel de luxo, que já viaja no inverno e busca destino com boa infraestrutura, a estação de esqui virou uma extensão natural do mesmo estilo de vida que inclui golfe, náutica e viagem internacional. Não exige ser atleta: a maioria das estações tem escola de esqui com aula particular em português ou espanhol e pistas para iniciante logo na base.

A proximidade ajuda. De São Paulo, Curitiba e do Sul do Brasil, Santiago fica a menos de quatro horas de voo, e de lá o transfer até Valle Nevado ou Portillo leva de uma a duas horas de estrada de montanha. Bariloche tem voo direto de algumas capitais brasileiras em alta temporada.

Chile: Valle Nevado e Portillo

Valle Nevado fica nos Andes a cerca de uma hora e meia de Santiago, em altitude alta (a base passa dos 2.800 metros), o que costuma garantir neve de qualidade em boa parte da temporada. É a estação chilena com a maior área esquiável ligada por teleféricos e a que tem a hotelaria mais completa no pé da pista, no modelo ski-in ski-out, em que se calça o esqui na porta do hotel. É a preferida de quem quer variedade de pista e serviço de resort concentrado num só lugar.

Portillo é uma das estações de esqui mais antigas da América do Sul, na fronteira com a Argentina, à beira da Laguna del Inca. Sediou o campeonato mundial de esqui alpino da FIS em 1966, o único realizado no Hemisfério Sul por muitas décadas. Funciona num formato diferente: o icônico Hotel Portillo, amarelo, opera por temporadas semanais, de sábado a sábado, com número limitado de hóspedes e pistas quase vazias. É a escolha de quem valoriza exclusividade e uma experiência mais fechada, não a agitação de uma vila de montanha.

Argentina: Bariloche, Las Leñas e Chapelco

Cerro Catedral, em San Carlos de Bariloche, é a maior área de esqui da América do Sul em extensão de pistas e número de meios de elevação. A cidade de Bariloche, com hotelaria de lago e montanha, chocolate artesanal e gastronomia, é um destino em si, o que agrada a famílias em que nem todos esquiam. É também o destino sul-americano com mais brasileiros na temporada.

Las Leñas, na província de Mendoza, é conhecida pelo terreno mais técnico e pelo fora de pista, com desníveis longos e neve seca por causa da altitude. Atrai o esquiador mais avançado e tem vida noturna intensa na alta temporada. A estrutura de hospedagem é menor e mais concentrada no pé da montanha.

Chapelco, perto de San Martín de los Andes, é a opção mais tranquila e voltada a família, com boa escola de esqui e pistas bem cuidadas, num dos trechos mais bonitos da região dos lagos argentina.

Hemisfério norte: Aspen, Courchevel e St. Moritz

Quem quer esquiar no fim do ano ou no começo do ano seguinte precisa ir para o hemisfério norte, onde a temporada vai de dezembro a abril. Três nomes concentram a procura do público de alto padrão.

  • Aspen, no Colorado, reúne quatro montanhas de esqui e uma cidade com hotelaria de primeira linha, lojas de grife e restaurantes premiados. É o destino de esqui mais associado ao luxo nos Estados Unidos e tem voo relativamente simples a partir do Brasil, via conexão nos Estados Unidos.
  • Courchevel, nos Alpes franceses, faz parte de Les Trois Vallées, uma das maiores áreas de esqui interligadas do mundo. O setor conhecido como Courchevel 1850 concentra hotéis cinco estrelas, restaurantes estrelados e chalés de altíssimo padrão, muitos com serviço de mordomo e ski-in ski-out.
  • St. Moritz, na Suíça, é um dos destinos de inverno mais tradicionais da Europa, sede de duas edições dos Jogos Olímpicos de Inverno. Combina esqui, hotelaria histórica e uma agenda social de inverno com eventos de polo e corrida de cavalos sobre o lago congelado.

Quanto custa e como planejar a viagem

O custo varia muito conforme a estação, a época e a antecedência. Alguns pontos ajudam a montar o orçamento e evitar surpresa:

  • Reserve com meses de antecedência. As semanas de julho, que coincidem com as férias escolares brasileiras, são as mais caras e as primeiras a esgotar em Valle Nevado, Portillo e Bariloche. Fora desse pico, no fim de junho e em setembro, os valores caem bastante.
  • Separe os custos: passagem, hospedagem, passe de teleférico (o "lift pass", cobrado por dia), aluguel de equipamento (esqui ou prancha, botas, bastões) e aula. Roupa técnica também pode ser alugada, o que evita comprar peça cara para usar poucos dias.
  • Aula desde o primeiro dia para quem nunca esquiou. Duas a três manhãs de aula particular já colocam a maioria dos adultos esquiando com segurança nas pistas fáceis. Tentar aprender sozinho costuma render tombo, frustração e risco de lesão.
  • Ski-in ski-out custa mais, mas muda a viagem. Ficar num hotel com acesso direto à pista poupa transfer diário, transporte de equipamento e tempo. Em estações onde a hospedagem fica na cidade, como Bariloche, é preciso contar o deslocamento até a montanha todo dia.
  • Altitude pede adaptação. Valle Nevado e Las Leñas ficam acima de 2.800 metros. Chegar, subir direto e esquiar forte no primeiro dia costuma dar dor de cabeça e cansaço. O ideal é um primeiro dia mais leve.

Comprar imóvel em destino de esqui faz sentido?

Para o investidor brasileiro, comprar imóvel em estação de esqui é uma decisão de uso pessoal com valorização de longo prazo, não de renda. Nos Alpes e no Colorado, chalés e apartamentos em estações consagradas preservam valor bem por causa da oferta limitada de terreno em montanha, mas envolvem tributação sobre imóvel de estrangeiro, custo de manutenção alto e uma janela de uso curta no ano. Aluguel de temporada existe, porém a gestão à distância e a sazonalidade apertam o rendimento.

Na América do Sul, a compra é mais restrita: em Valle Nevado e Portillo praticamente não há imóvel residencial à venda, e Bariloche tem mercado próprio de casas de lago e montanha, com procura de brasileiros, mas com regras específicas para compra por estrangeiro em zona de fronteira. Para a maioria do público, a conta fecha melhor tratando o esqui como viagem anual e concentrando o investimento imobiliário onde já se conhece o mercado, como Curitiba e o litoral de Santa Catarina.

Perguntas frequentes

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Imóveis recomendados

Perguntas frequentes

Qual a melhor época para esquiar na América do Sul?

A temporada vai de meados de junho ao começo de outubro. Julho tem a neve mais garantida, mas é o pico de preço e lotação por causa das férias escolares brasileiras. Fim de junho, agosto e setembro costumam ter boa neve com valores mais baixos e pistas menos cheias.

Precisa saber esquiar para ir?

Não. Todas as estações grandes têm escola de esqui com aula particular e pistas para iniciante na base. Duas a três manhãs de aula já colocam a maioria dos adultos esquiando com segurança nas pistas fáceis. O recomendado é começar com aula desde o primeiro dia, não tentar aprender sozinho.

Qual a diferença entre Valle Nevado e Portillo?

Valle Nevado tem a maior área esquiável ligada por teleféricos do Chile e hotelaria completa no pé da pista, no modelo ski-in ski-out. Portillo funciona por temporadas semanais de sábado a sábado, com número limitado de hóspedes no Hotel Portillo e pistas quase vazias, um formato mais exclusivo e fechado.

Vale a pena comprar imóvel em estação de esqui?

Faz sentido como uso pessoal com valorização de longo prazo, não como fonte de renda. O uso no ano é curto, a manutenção é cara e a tributação sobre imóvel de estrangeiro pesa nos Alpes e no Colorado. Na América do Sul a oferta residencial é limitada, e Bariloche tem regras específicas para compra por estrangeiro em zona de fronteira.

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