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A história da Ferrari: de Enzo e a Scuderia ao carro mais desejado do mundo
Poucas marcas despertam a mesma reação que a Ferrari. Um carro vermelho com o cavalinho no capô chama atenção em qualquer rua do mundo, e por trás dele existe uma história que começa nas pistas italianas dos anos 1920 e passa por guerra, rivalidade com montadoras gigantes e uma estratégia de negócio pouco comum na indústria automotiva.
A Ferrari foi criada por Enzo Ferrari, que fundou a Scuderia Ferrari em 1929, em Modena, como equipe de corrida, e só passou a fabricar carros com o próprio nome em 1947. O que transformou a marca num símbolo de luxo foi a combinação de vitórias no automobilismo, design italiano e uma decisão deliberada de produzir menos carros do que o mercado pede, o que mantém o desejo e o valor de revenda altos há décadas.
Quem foi Enzo Ferrari?
Enzo Ferrari nasceu em 1898, em Modena, no norte da Itália, e começou a vida no automobilismo como piloto. Nos anos 1920 correu pela Alfa Romeo, uma das equipes mais fortes da época, e foi nesse período que percebeu que seu talento maior estava em organizar equipes, escolher pilotos e engenheiros e administrar a parte técnica das corridas.
Em 1929 ele fundou a Scuderia Ferrari, que funcionava como braço de competição da própria Alfa Romeo, preparando e inscrevendo os carros da marca nas provas. Durante quase dez anos a Scuderia correu com Alfas, e o cavalinho já aparecia nos carros da equipe. Quando Enzo se desligou da Alfa Romeo, no fim dos anos 1930, ficou impedido por contrato de usar o próprio nome em carros de corrida por alguns anos, e por isso sua primeira empresa independente se chamou Auto Avio Costruzioni.
De onde vem o cavalinho da Ferrari?
O cavallino rampante, como os italianos chamam o cavalo empinado, era o símbolo pintado no avião de Francesco Baracca, piloto italiano herói da Primeira Guerra Mundial. Segundo o relato do próprio Enzo, a mãe de Baracca sugeriu que ele usasse o cavalo nos carros como amuleto de sorte, depois de uma vitória em corrida no começo dos anos 1920.
Enzo manteve o cavalo preto e acrescentou o fundo amarelo, que é a cor da cidade de Modena. O vermelho dos carros tem outra origem: era a cor que identificava os carros de corrida italianos nas competições internacionais da época, o chamado rosso corsa. Esses três elementos, cavalo, amarelo e vermelho, formam até hoje uma das identidades visuais mais reconhecidas do planeta.
Como a Ferrari virou fabricante de carros?
Durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de Enzo foi transferida para Maranello, cidade vizinha a Modena, onde a Ferrari está até hoje. Com o fim da guerra, ele finalmente pôde usar o próprio nome, e em 1947 saiu da fábrica o 125 S, considerado o primeiro carro Ferrari.
Existe uma frase atribuída a Enzo que resume bem a lógica do início: ele vendia carros de rua para financiar a equipe de corrida. Os clientes ricos que compravam uma Ferrari estavam, na prática, bancando a Scuderia nas pistas, e as vitórias nas pistas, por sua vez, faziam a marca valer mais nas ruas. Esse ciclo funcionou tão bem que a Ferrari é a única equipe que disputa todas as temporadas da Fórmula 1 desde o primeiro campeonato mundial, em 1950.
Os momentos que definiram a marca nas pistas
A história esportiva da Ferrari daria um livro à parte, mas alguns capítulos ajudam a entender o peso da marca:
- Primeira vitória na Fórmula 1 em 1951, no Grande Prêmio da Inglaterra, com o argentino José Froilán González.
- Domínio em Le Mans nos anos 1950 e 1960, período que deu origem à famosa rivalidade com a Ford, depois de uma tentativa frustrada da montadora americana de comprar a Ferrari.
- Os títulos de Niki Lauda nos anos 1970, que recolocaram a equipe no topo depois de um período difícil.
- A era Michael Schumacher, com cinco títulos mundiais de pilotos seguidos entre 2000 e 2004, a fase mais vitoriosa da Scuderia.
Para o público brasileiro, a Ferrari também tem uma ligação afetiva forte, por ter sido a equipe de pilotos como Rubens Barrichello e Felipe Massa, e pela rivalidade histórica com a McLaren de Ayrton Senna.
Por que a Ferrari produz poucos carros de propósito?
Aqui está o ponto que mais interessa a quem olha a Ferrari como investimento. A marca limita a produção abaixo da demanda, e a frase atribuída a Enzo sobre isso é conhecida no setor: a Ferrari deve sempre entregar um carro a menos do que o mercado quer. Mesmo hoje, como empresa de capital aberto, a fabricante entrega pouco mais de 13 mil carros por ano no mundo inteiro, um volume pequeno para uma marca tão conhecida.
A consequência é uma lista de espera para modelos novos e valor de revenda muito acima da média do mercado automotivo. Séries limitadas são oferecidas primeiro a clientes antigos e colecionadores, e muitas vezes já estão todas vendidas no lançamento. Em 2018, uma Ferrari 250 GTO dos anos 1960, modelo do qual foram fabricadas poucas dezenas de unidades, foi vendida em leilão por mais de US$ 48 milhões, um dos maiores valores já pagos por um automóvel.
Esse modelo de escassez fez a Ferrari ser tratada pelo mercado financeiro mais como marca de luxo do que como montadora. Depois de décadas sob o controle da Fiat, que comprou participação na empresa em 1969, a Ferrari abriu capital na Bolsa de Nova York em 2015, e desde então costuma ser comparada a grupos de moda e joalheria, não a fabricantes de carros.
Ferrari e o imóvel de alto padrão: a garagem como parte do projeto
Quem coleciona carros esportivos sabe que o carro precisa de um espaço à altura. Em imóveis de alto padrão, a garagem deixou de ser só vaga e passou a ser tratada como ambiente de exposição, com piso especial, iluminação dedicada, controle de umidade e, em alguns casos, parede de vidro integrada à sala de estar. Em casas de condomínio em Curitiba e em coberturas no litoral, esse tipo de pedido aparece cada vez mais nos projetos personalizados.
No caso de prédios, vale conferir antes da compra o tamanho real das vagas, a altura da rampa e a possibilidade de instalar carregador para carros elétricos e híbridos, já que a própria Ferrari tem ampliado a oferta de modelos híbridos. Para quem tem mais de um carro de coleção, a quantidade de vagas e a existência de depósito privativo pesam tanto quanto a metragem do apartamento.
O que a história da Ferrari ensina sobre valor
A trajetória da Ferrari mostra que escassez, origem e consistência constroem valor de forma duradoura. A marca nunca tentou vender para todo mundo, manteve a identidade criada por Enzo há quase um século e usou as pistas como prova constante do que entrega. É a mesma lógica que explica por que certos endereços, bairros e empreendimentos mantêm o preço mesmo em momentos de mercado mais lento.
Esse é mais um capítulo da nossa série sobre história de marcas de luxo, que já passou por relojoaria, moda e automóveis. Se você procura um imóvel de alto padrão com espaço pensado para a sua coleção, seja em Curitiba ou no litoral, a equipe da Larino pode ajudar a encontrar o projeto certo.
Perguntas frequentes
Quem fundou a Ferrari e quando?
Enzo Ferrari fundou a Scuderia Ferrari em 1929, em Modena, como equipe de corrida. O primeiro carro com o nome Ferrari, o 125 S, saiu da fábrica de Maranello em 1947.
Qual a origem do cavalinho da Ferrari?
O cavalo empinado era o símbolo do avião de Francesco Baracca, piloto italiano da Primeira Guerra Mundial. Enzo Ferrari adotou o cavalo como amuleto e acrescentou o fundo amarelo, cor da cidade de Modena.
Quantos carros a Ferrari produz por ano?
A Ferrari entrega pouco mais de 13 mil carros por ano no mundo. O volume é limitado de propósito, abaixo da demanda, para manter a exclusividade e o valor de revenda.
Ferrari é um bom investimento?
Alguns modelos, principalmente séries limitadas e clássicos, se valorizaram muito ao longo dos anos, mas isso não vale para todo carro da marca. O custo de manutenção e de guarda adequada também precisa entrar na conta.
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